segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Crítica: Operação Big Hero

SINOPSE:
Cidade de San Fransokyo, Estados Unidos. Hiro Hamada (voz de Ryan Potter) é um garoto prodígio que, aos 13 anos, criou um poderoso robô para participar de lutas clandestinas, onde tenta ganhar um bom dinheiro. Seu irmão, Tadashi (voz de Daniel Henney), deseja atraí-lo para algo mais útil e resolve levá-lo até o laboratório onde trabalha, que está repleto de invenções. Hiro conhece os amigos de Tadashi e logo se interessa em estudar ali. Para tanto ele precisa fazer a apresentação de uma grande invenção, de forma a convencer o professor Callahan (James Cromwell) a matriculá-lo. Entretanto, as coisas não saem como ele imaginava e Hiro, deprimido, encontra auxílio inesperado através do robô inflável Baymax (voz Scott Adsit), criado pelo irmão.

CRÍTICA:
E mais uma vez a Disney capricha. Em uma animação incrível, inspirada e adaptada dos quadrinhos da Marvel, surge uma junção espetacular com detalhes, personagens e enredo muito bons. 

Operação Big Hero promete animar aquela entediante tarde de domingo. Os risos naturais e a diversão são garantidos e o filme, apesar de direcionado para crianças, consegue agradar até adolescentes marrentos e adultos do tipo "muito ocupados". 
O enredo consegue casar ciência e ação, tornando o filme uma novidade imperdível e apesar do clichê de sempre matar um personagem para criar o conflito, Operação Big Hero veio como uma inovação e até, ouso dizer, revolução. Não só pelo fato de conseguir fazer uma história de super heróis fofa, mas também ao colocar os próprios heróis como pessoas normais, sem aquela aparência muito durona, extravagante ou muito fora da realidade da maioria da população. Não. O filme aproxima as classes menos favorecidas economicamente daquela super realidade que a maioria das histórias com heróis possui; torna possível que a imaginação e os devaneios de alguém que mora na periferia  ganhem força quando essa pessoa se imagina vestindo uma roupa bem elaborada e saindo cidade afora lutando contra o crime. Isso, a meu ver, foi uma renovação no gênero.
Fora o fato de a Disney estar investindo (e com sucesso) em enredos próprios, depois de adaptar muitos contos de fada de vários países do mundo.
O ruim da animação é a rapidez em que as coisas acontecem. Fatos marcantes e importantes são rapidamente substituídos por novos com a quebra de tempo.
Mas o filme em si é muito bom. Vale a pena gastar 1h42min na frente das telonas para ver amizade e força de vontade vencendo o mal, em conjunto, mais uma vez.
E, claro, nos dando aquela lição de moral no final.


Trailer aqui

Nota (de 0 à 10): 9,5

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